23
maio

Dadaduto

Por Dr. Gomes

A Receita Federal começou investigar as conexões da Canabrava Produções, de Apólo e Eri, com a administração do ex-prefeito Edvaldo Cardoso Calasans. Num único semestre a Canabrava faturou mais de R$ 1 mi para a Prefeitura de Ribeira do Pombal, mas declarou ao Leão em torno de R$ 100.000,00. A apuração foi pedida por dr. Gomes à Justiça local, que imediatamente encaminhou a papelada ao Fisco federal.

As declarações de renda de Dadá informam que ele “emprobeceu” durante os oito anos em que administrou a “viúva” pombalense, embora a família desfile em automóveis luxuosos, os pimpolhos estudem em faculdades particulares e o prefeito resida num apartamento banhado pela brisa do mar soteropolitano.

Por Dr. Gomes

A meta do Zé Grilo é cortar R$ 20.000,00 na folha de pagamento. Nesse caso a exoneração de apenas 1/3 dos empregados indicados pelo vereador Marcelo Brito já resolve o problema do prefeito.

Por Dr. Gomes

Por Carlos Alberto Di Franco, no A Tarde, hoje:

Não à corrupção

O recrudescimento da crise brasileira, com cenas próprias da pior delinqüência – flagrantes policiais de situações constrangedoras, depoimentos cinicamente falsos (emblemático o show protagonizado pelo ex-secretário do PT na CPI dos Bingos) e o gritante silêncio do presidente da República –, conduz, inevitavelmente, a uma conclusão: as instituições estão submetidas a uma estratégia programada de desmoralização.

A mentira, o cinismo e a impunidade, devidamente condimentadas com o tempero do populismo, dão um caldo antidemocrático.

Recentemente, ao encerrar o seu 13º encontro nacional, o Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou um documento constrangedor.

Os petistas decidiram que o escândalo do mensalão não deve ser investigado no âmbito do partido neste ano, mas só em 2007.

A agremiação da “ética na política”, preocupada com as conveniências eleitorais, mandou às favas quaisquer escrúpulos éticos.

Mas o cinismo foi mais longe. Por aclamação, decidiu-se autorizar o partido a fazer “alianças com partidos que integram a base de apoio do governo, bem como com partidos que não integram a base”, excluindo apenas o PSDB e PFL.

Resumo da ópera: o PT do presidente Lula está renovando os contratos com o PTB de Roberto Jefferson, o PL de Waldemar da Costa Neto, o PP de José Janene, e, se possível, com o PMDB de José Borba.

É de se esperar o lançamento doMensalão 2. Por isso, não foi de estranhar o discurso de Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo STF, ao assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): “Perplexos, percebemos, na simples comparação entre o discurso oficial e as notícias jornalísticas, que o Brasil se tornou um país do faz-de-conta. Faz de conta que não se produziu o maior dos escândalos nacionais, que os culpados nada sabiamo que lhes daria uma carta de alforria prévia para continuar agindo como se nada de mau tivessem feito.” O desabafo do ministro foi premonitório.

Afinal, José Dirceu, “o chefe da quadrilha”, segundo escreveu o procurador-geral da República na denúncia em que acusou a antiga cúpula do partido do presidente da República de ter-se convertido numa “organização criminosa”, é, de fato, o articulador da reeleição de Lula.

O procurador-geral, homem sério e nomeado pelo próprio Lula, falou o que todos sabiam: foi instalada uma rede criminosa no coração do Estado brasileiro.

Para encerrar a lambança com chave de ouro, meu caro leitor, os petistas querem eleger novamente os parlamentares e líderes partidários envolvidos na crise do mensalão.

Em sondagens feitas por vários diretórios municipais de São Paulo na prévia para decidir o candidato a governador, os filiados do PT indicaram, entre os preferidos a uma vaga na Câmara, João Paulo Cunha, Professor Luizinho, José Mentor (que escaparam da cassação) e o ex-presidente do PT José Genoino.

O ex-ministro Antonio Palocci, que deixou o governo sob a acusação de ser o responsável pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, foi o líder absoluto na prévia petista em seu reduto eleitoral, Ribeirão Preto.

O presidente estadual do PT, Paulo Frateschi, disse que a direção partidária vê a participação desses personagens na eleição como uma necessidade política. “Vamos pedir para irem a luta e enfrentarem as dificuldades.” Vale tudo. O fim (o poder) justifica quaisquer meios.

As massas miseráveis, reféns do populismo interesseiro, da desinformação e da insensibilidade de certa elite, só serão acordadas se a classe média, fiel da balança de qualquer democracia, decidir dar um basta à vilania que tomou conta do núcleo do poder.

O Brasil, caro leitor, pode sair deste pântano para um patamar civilizado. Mas para que isso aconteça, com a urgência que se impõe, é preciso que os culpados sejam punidos.

Mesmo que se trate do presidente da República.”

21
maio

Baixaria

Por Dr. Gomes

Ataques verbais de ex-funcionário da Prefeitura contra a 1ª Dama de Ribeira do Pombal vira caso de polícia

Revoltado com a perda do emprego na Prefeitura de Ribeira do Pombal, Wallace de Zé de Nequinha, ao invés de tirar satisfação com quem o demitiu, o prefeito Zé Grilo, preferiu atacar a esposa deste, a 1ª Dama e secretária municipal da Educação Cecília Morais.

Os adjetivos desonrosos imputados pelo ex-funcionário à sra. Cecília Morais, aos quais este Blog teve acesso, são impublicáveis. O fato foi registrado pessoalmente pela 1ª Dama na Delegacia de Polícia de Ribeira do Pombal, no B.O. nº 0731/2006, de 18/05/06.

Por Dr. Gomes

Na primeira semana de abril, a propósito de um comentário feito pelo comunicador Tony Santos, na Pombal FM, sobre o intolerável índice brasileiro de criminalidade, me atrevi opinar sobre o assunto através da postagem O sofisma da insegurança, cuja conclusão foi a seguinte:

“É inegável que o indvíduo, em estado de probreza, pode ser tentado a desviar-se para o mundo do crime. A sua vulnerabilidade pode induzi-lo a isso. Ocorre que pessoas de classe média ou rica também são vulneráveis. São essas, por exemplo, que alimentam a traficância de drogas ilícitas. Mas a prova de que a probeza não é sinônimo de criminalidade é que a maioria dos pobres, ao invés de partir para o crime, quedam-se nas sarjetas, tornam-se pedintes, mendigos… Ser criminoso ou não, quando não condenado injustamente, é, portanto, uma opção moral.”

Ontem, o jornal O Globo, no seu editorial, confirma as impressões do autor deste Blog e destrói de forma convicente o vestuto sofisma segundo o qual o fundamento da criminalidade reside na pobreza ou na desigualdade social. Para o jornal:

“A realidade do Primeiro Mundo demole a visão ingênua de que a solução para todos os males da segurança deriva do equacionamento dos desníveis sociais. O estágio de desenvolvimento não assegura a inexistência de um banditismo violento e letal, embora não se deva menosprezar a contribuição da pobreza à criminalidade”.Leia aqui o editorial completo “O valor da polícia”, de O Globlo.

Hoje, o economista brasileiro José Alexandre Scheinkman, professor na Universidade Princeton (EUA), traz em seu artigo “Crime e castigo”, publicado no jornal A TARDE (Salvador, 21/05/2006, p. 23) uma importante informação:

“Nos anos 90, houve um declínio formidável do crime nos EUA; a taxa de homicídio per capita caiu 43%, e a de crimes violentos, 33%. Esse foi um período de crescimento da economia, mas as melhores estimativas são que a prosperidade teve um efeito pequeno nos crimes contra a propriedade e praticamente nulo na violência.”

Definitivamente, me convenço da correção de minhas intuições acadêmicas reforçadas pela experiência acumulada no combate ao crime enquanto policial na cidade, hoje, sitiada pelo PCC. A situação humilhante vivenciada pelos paulistanos era previsível, uma vez que já vinha sendo anunciada desde os anos 90.

Naquela época a bandidagem inciava os famosos resgates de comparsas nas delegacias. Lembro do ataque ao distrito policial do Itaim Paulista, o famoso “Cinqüentinha” (50º DP), Zona Leste da capital paulista. Atualmente, os bandidos já conseguem parar, imobilizar toda a megalópole. Isso implica, admita-se, na triste e anunciada superação de um sistema de há muito combalido.É o lamentável desfecho da falência da segurança pública nacional.

Na base dessa estrutura falida encontra-se um elemento corrosivo que pouca gente neste País tem respaldo moral para combater, porque dele tira proveito: a corrupção. Por mais avançadas que sejam as tecnologias, elas sempre e sempre dependerão da intervenção humana, que bloqueia e desbloqueia as coisas ao sabor dos mais diversos interesses. O “mensalão”, a “máfia dos sanguessugas”, o “terror do PCC” sinalizam essa inevitável conclusão: o sistema brasileiro de segurança pública já reclamava e agora reclama muito mais uma urgente reestruturação.

Página 557 de 602« Primeira...102030...555556557558559...570580590...Última »