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nov

Lambões

Por Dr. Gomes

Deputados baianos integram lista dos lambões do governo Lula

O colunista Josias de Souza, da Folha de S. Paulo, hoje, publica em seu Blog, “para registro histórico, a lista dos deputados que protagonizaram o mais novo fiasco do governo Lula. Cedendo à chantagem e aos encanto$ do Palácio do Planalto, retiraram seus nomes da lista de adesão ao requerimento que pedia a prorrogação dos trabalhos da CPI dos Correios até abril de 2006.

Expuseram-se à toa os lambões. A CPI acabou sendo prorrogada nesta manhã. E Lula grudou em si uma imagem de abafador de CPIs que recusara na entrevista ao Roda Viva, concedida há escassos quatro dias. Leva a fama sem ter conseguido abafar. Pagou (ou prometeu fazê-lo) e não levou.”

Seguem os nomes dos baianos lambões, segundo Josias:

SEVERINO ALVES – PDT-BA

PEDRO IRUJO – PMDB-BA

Nota: O deputado federal SEVERIANO ALVES é o presidente do PDT baiano, a cujo partido o ex-prefeito Edvaldo Cardoso Calasans filiou-se recentemente para concorrer ao mandato de deputado estadual por Ribeira do Pombal.

Por Dr. Gomes


Post excluído em virtude de acordo judicial celebrado na Vara Crime da Comarca de Ribeira do Pombal.

Cumpre registrar também que a publicação do fato veiculado neste Blog não teve o intuito de ofender a honra dos maçons integrantes da Loja Maçônica Monte das Oliveiras.

A linha editorial deste Blog ocupa-se, tão-somente, com o aspecto objetivo das ocorrências cotidianas.

Por Dr. Gomes

Post excluído em virtude de acordo judicial celebrado na Vara Crime da Comarca de Ribeira do Pombal.

Cumpre registrar também que a publicação do fato veiculado neste Blog não teve o intuito de ofender a honra dos maçons integrantes da Loja Maçônica Monte das Oliveiras.

A linha editorial deste Blog ocupa-se, tão-somente, com o aspecto objetivo das ocorrências cotidianas.

Por Dr. Gomes


02/11/2005
O teólogo brasileiro Leonardo Boff diz ao El País que todos seremos socialistas por instinto

M. Ormazabal
Em San Sebastián

O teólogo brasileiro Leonardo Boff, que em dezembro completará 67 anos, uma das vozes mais perseguidas pelo Vaticano, continua proclamando a necessidade de uma aproximação inter-religiosa entre o mundo cristão e o muçulmano, e a luta contra o sofrimento a que o atual sistema mundial submete os pobres.

O pai da teologia da libertação está fazendo conferências em Guipúzcoa e Navarra (Espanha) sobre ecologia e espiritualidade, a nova ética planetária e o mundo globalizado.

El País – Quais são suas grandes preocupações vitais?

Leonardo Boff – A humanidade tem dois problemas graves e iminentes. O primeiro é a crise social mundial, todo o processo de unificação dos mercados que favorece a alguns poucos. Há um oceano de sofrimento, de marginalização, de fome e de sede. Vivemos situações de barbárie diante de uma superabundância de meios de vida.

Há riscos de uma bifurcação da humanidade, por um lado os que podem, que criarão para si um mundo à parte, montarão um novo Muro de Berlim e poderão viver até 130 anos graças à biotecnologia; e de outro o resto, que vive o processo comum da vida. O problema é considerar desiguais os que são diferentes até afastá-los da família planetária. O outro grande problema é o alarme ecológico. A terra está doente e está chegando ao limite. São preocupantes a crescente escassez de água potável e o aquecimento do planeta. Pode criar-se um enorme desequilíbrio da paz social.

EP – O senhor teme uma guerra global?

Boff – Isso também, a guerra infinita de Bush. Não é preciso apenas ser a favor da paz; é preciso ser decididamente contra a guerra. A estratégia de Bush consiste em utilizar a violência e todo tipo de armas para resolver os problemas. É muito arriscado, porque só um país covarde pode fazer guerra contra o Iraque e o Afeganistão, mas não pode fazer contra o Paquistão, a Rússia ou a China, que têm armas de destruição em massa.

EP – Nesse contexto, qual deve ser o papel da Igreja?

Boff – É preciso fazer distinções na Igreja. O Vaticano é uma multinacional que participa da cultura do Ocidente e é cúmplice de sua política ambígua. Apesar disso, é importante que o papa João Paulo 2º tenha sido tão decidido contra a guerra e a favor dos direitos humanos. A tarefa fundamental da Igreja, mais que cuidar de sua sobrevivência, é alimentar a chama espiritual junto às demais religiões. Por outro lado, João Paulo 2º se afastou das demais religiões e tensionou as relações.

EP – O senhor considera Bento 16 capaz de reconduzir essa linha?

Boff – O papa fez bem ao reassumir o Concílio Vaticano 2º, que significa abrir a Igreja ao mundo, aceitar a existência de muitas igrejas locais e sobretudo a necessidade de reforçar o diálogo entre religiões, sob a perspectiva da paz. Ele, como teólogo inteligente, sabe que esses são os eixos básicos, mas será preciso esperar sua encíclica.

EP – Não se pode impor a paz, diz o senhor. Qual é o método para a solução de conflitos?

Boff – A disposição ao diálogo e às negociações para buscar acordos. É preciso saber renunciar, conceder e pensar que todos ganham. Até hoje o Ocidente sempre impôs os termos da ordem mundial, o que produziu muita decepção no mundo árabe e humilhação no Terceiro Mundo.

EP – Existe disposição a um acordo no mundo muçulmano?

Boff – As grandes religiões têm hoje uma grande doença: o fundamentalismo. Há grupos e documentos do Vaticano muito fundamentalistas. Os muçulmanos, a mesma coisa. Em ambos os casos a raiz da falta de entendimento não está na religião, mas na política.

EP – Em vez de a humanidade se bifurcar, mais parece que haverá um choque de civilizações.

Boff – O mundo árabe e o ocidental estão se enfrentando desde o século 8º e ainda precisam superar a satanização mútua. Muçulmanos e cristãos precisam de estratégias de mútua hospitalidade.

EP – Caberia falar em um terceiro bloco, encarnado pelo socialismo real que inspirou a teologia da libertação. Essa via fracassou por culpa de alguns dirigentes?

Boff – O socialismo é um movimento de grande generosidade porque seu propósito básico é resgatar os pobres e oprimidos do mundo. É um dos sonhos mais antigos do mundo e continua sendo uma utopia, mas o problema é que se empregaram meios totalitários para tornar esse sonho realidade.

O socialismo teórico consiste na radicalização da democracia, e esse sonho não deve morrer. A democracia como valor universal, como forma de governo, de participação, controle e distribuição do poder. Eu vejo futuro no socialismo.

Digo mais, dentro de não muitos anos todos seremos socialistas por instinto de sobrevivência, não por ideologia. Os recursos da terra serão tão escassos que ou os administramos de forma eqüitativa ou não haverá para ninguém. O capitalismo está chegando a seu limite. Outro mundo é possível se os seres humanos o quiserem.
Com Uol Mídia Global.

Por Dr. Gomes

Brasileiro aparece em lista dos intelectuais mais populares do mundo

O tucano Fernando Henrique Cardoso aparece na lista dos 100 intelectuais mais notórios do planeta, elaborada pelos leitores da Prospect e do portal Foreign Policy. Os mais votados foram, em 1º, Noam Chomsky; em 2º, Umberto Eco; e em 3º, Richard Dawkins. Fernando Henrique aparece na 43ª posição. Veja os perfis dos maiores intelectuais do mundo, segundo os leitores da “Prospect” e do portal Foreign Policy.

  • NOAM CHOMSKY

Nascido em 1928 em Filadélfia, Chomsky conquistou suas distinções acadêmicas quando ainda era um jovem professor de lingüística no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos anos 50. A sua teoria da gramática transformacional, que ele desenvolveu naquela época, postula que a capacidade de formar uma linguagem estruturada é inata ao ser humano.

Mas o grande público veio a conhecer Chomsky pela sua oposição declarada à guerra do Vietnã. Por mais de 40 anos, ele tem sido o crítico mais barulhento e mais consistente da academia contra as políticas seguidas pelos Estados Unidos, tanto dentro de casa como no exterior. Chomsky escreveu mais de quarenta livros e até hoje dá palestras com freqüência, e continua sendo um provocador mais prolífero do que nunca.

  • UMBERTO ECO

Por mais que Umberto Eco seja mais conhecido como um medievalista, talvez seja mais adequado chamá-lo de um homem do renascimento. Embora este italiano de 73 anos atue formalmente como professor de semiótica contratado pela Universidade de Bologna, o conjunto da sua obra é um desafio para quem pretende atribuir-lhe um único rótulo.

Ele escreveu sobre a filosofia de Tomás de Aquino, sobre a relevância da estética através do tempo, e ainda sobre a influência cultural das histórias em quadrinhos. E isso, falando-se apenas da sua obra de não-ficção.

Eco tornou-se conhecido no mundo inteiro com os seus romances “O Nome da Rosa”, “O Pêndulo de Foucault”, “A Ilha do Dia Anterior” e “Baudolino”, sendo que o primeiro se transformou num importante filme de Hollywood, estrelado por Sean Connery.

  • RICHARD DAWKINS

Richard Dawkins surgiu no cenário com o seu livro de 1976, “O Gene Egoísta”, no qual o gene é apresentado como a unidade central da seleção natural. Hoje, professor de compreensão pública da ciência na Universidade de Oxford, Dawkins, 64, é um crítico formidável da religião organizada –conforme demonstra o seu artigo sobre o “óleo Gerin” (ou gerinol, poderosa substância alucinógena que teria sido usada pelos autores dos atentados de 11 de setembro de 2001), para a edição do mês passado da Prospect –e hoje, é possivelmente o ateu o mais ouvido em todo o mundo.

Por meio de livros, de ensaios e intervenções na mídia, Dawkins mostra a importância da ciência para o grande público de uma forma que poucos conseguem igualar. Segundo notícias recentes, ele está trabalhando atualmente num documentário sobre a religião, cujo título provisório é “A Raiz de Todo Mal”.

Confira a lista completa no site Uol Mídia Global.

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