Por Dr. Gomes

Lembram do artigo Franklin o conceituado. A Globo anunciou que não renovarará o contrato do jornalista Franklin Martins, cuja vigência vai até o fim deste mês.

07
maio

A propósito

Por Dr. Gomes

Na Veja on-line 1955:

“Diogo Mainardi
O mensalão da imprensa


“Lula elogiou publicamente Carta Capital. Para ele, a
revista não praticava ‘odenuncismo pelo denuncismo’ porque ‘não se preocupava
com o mercado’. Quem conta com 70% de publicidade do Banco do Brasil, da
Petrobras e da CaixaEconômica Federal realmente podeignorar o mercado e os
leitores”
O mensalão não é só para deputados. Há também o mensalão da
imprensa. No último número da revista Carta Capital, quase 70% dos anúncios eram
do governo federal. Lula sempre soube remunerar direito seus aliados. Carta
Capital é o João Paulo Cunha dos semanários. O José Janene. O Valdemar Costa
Neto.
Lula, dois anos atrás, elogiou publicamente Carta Capital. Para ele, a
revista não praticava “o denuncismo pelo denuncismo” porque “não se preocupava
com o mercado”. Quem conta com 70% de publicidade do Banco do Brasil, da
Petrobras e da Caixa Econômica Federal realmente pode ignorar o mercado e os
leitores.

Carta Capital é de Mino Carta. Não dá para compará-lo a um João Paulo Cunha, a um José Janene, a um Valdemar Costa Neto. Ele está muito mais para alguém do porte de um Professor Luizinho. No fim do ano passado, Mino Carta publicou uma longa entrevista com Lula, e retribuiu os elogios do presidente, exaltando seus maiores atributos, como “Q.I. alto, bravura, carisma, belos propósitos, bom humor e ironia”.
Mino Carta costumava se referir a Lula em outros termos. Em 1994, entrevistado pela revista Interview, ele declarou o seguinte: “O principal defeito de Lula é a laborfobia. Lula não é suficientemente aplicado. Ele teve tempo para aprender algumas coisas e não o fez. Por exemplo, a falar melhor, a organizar seu raciocínio de forma sintaticamente mais consistente. Isso teria implicado leituras, estudo. Mas, a julgar pelo Lula que está aí hoje, ele não se aplicou. O melhor mesmo para ele é bater uma caixa no bar da esquina tomando uma pinga com cambuci”.
Mino Carta se aproximou de Lula apenas na campanha eleitoral de 2002, por meio do consultor Antoninho Marmo Trevisan. O mesmo Trevisan que intermediou a venda da empresa do filho de Lula à Telemar. O mesmo Trevisan que foi contratado para sanear as contas do PT. O mesmo Trevisan que prestou assessoria à CUT. O mesmo Trevisan que repassou trabalhos aos sócios de Luiz Gushiken. O mesmo Trevisan que selecionou o banco BMG para oferecer o crédito consignado.
Carta Capital tem praticamente a mesma tiragem que a revista do acupunturista de Geraldo Alckmin, mas seu peso político é muito maior, assim como seu faturamento publicitário. Os anúncios das estatais deram o resultado esperado. No último ano, Carta Capital tentou ajudar a aplacar a crise. Uma de suas estratégias, seguida por todos os blogueiros lulistas, foi acompanhar o termo “mensalão” por alguma atenuante como “suposto”, “pretenso”, “enredo embolorado”, “jogo sujo”, “denúncia frágil” e “sem provas cabais”.
O melhor argumento que os lulistas encontraram para desmentir o mensalão também apareceu em Carta Capital, numa entrevista de Wanderley Guilherme dos Santos. Ele disse: “É uma denúncia genérica. Há pagamentos mensais feitos pelo tesoureiro do partido etc. etc.”. Gilberto Gil, algumas semanas depois, sempre em Carta Capital, adotou o mesmo bordão: “Mensalão, caixa dois etc. são da prática do mundo”. Os etc. etc. dos lulistas encobrem mais da metade do Código Penal.
Lula venceu. O mensalão dos deputados e da imprensa foi esquecido. O que resta agora aos leitores é bater uma caixa no bar da esquina tomando uma pinga com cambuci.”

Por Dr. Gomes

PPS pede que o TCU investigue a fundo operação tapa-buracos na BA

Foto: Blog do Gomes

O deputado Colbert Martins (BA), vice-líder do PPS na Câmara, pediu, nesta sexta-feira (28), mais ação do Tribunal de Contas da União (TCU) para apurar irregularidade na aplicação dos recursos da União na recuperação das rodovias federais que foram transferidas para a responsabilidade do governo da Bahia. Somente a BR-110 recebeu, no então governo FHC, R$ 180 milhões, em dezembro de 2002, mas, segundo ele, apesar da injeção de recursos, a rodovia continua em situação precária. “Está pior. É uma buraqueira só. Uma vergonha! Queremos que o TCU cobre dos governos federal e estadual onde foi aplicado esse dinheiro. Pela situação em que se encontra a estrada, fica claro que os recursos foram desviados”, criticou.
Atendendo a requerimento da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, o ministro Augusto Nardes veio à Bahia, na última sexta-feira, fiscalizar o Programa de Operação Tapa-Buraco que está sendo realizado nas BRs-110, 116 e 324, no trecho Tanquinho-Riachão do Jacuípe. Para Colbert, foi uma oportunidade para o ministro do Tribunal de Contas ver, in loco, a situação das outras rodovias. Segundo o parlamentar, a maioria dos trechos incluídos no programa de recuperação do governo federal está em situação “lastimável” devido à má qualidade do material empregado. Ele citou várias rodovias, como a que liga Itaberaba a Ipirá, que foi revitalizada há pouco tempo. “O asfalto é do tipo Sonrisal: botou um pouco de água, ele derrete todo”, ironizou.
07
maio

Eleições 2006

Por Dr. Gomes

PPS e PDT decidem lançar candidato único a presidente

O deputado Roberto Freire, pré-candidato do PPS a presidente da República, e o presidente do PDT, Carlos Lupi, reuniram-se, em São Paulo, e decidiram que os dois partidos vão apostar no lançamento de uma candidatura única, em vez de apresentar dois postulantes (o senador Cristovam Buarque também é pré-candidato). Os dois dirigentes partidários pretendem viabilizar essa união por meio de um programa comum de governo. A estratégia é unir as esquerdas que fazem oposição ao PT e ao governo Lula e tornar sua candidatura mais forte eleitoralmente.
As articulações em prol de um candidato único à esquerda de Lula vêm sendo feitas pelas forças que compõem esse espectro. Freire quer se juntar, além do PDT, ao PV. Semana passada, tanto Freire quanto Cristovam participaram de reunião convocada pelo PV para viabilizar a elaboração de um programa comum. A senadora Heloisa Helena, do PSOL, também estava presente. No entanto, o pré-candidato do PPS disse, após o encontro, que seria difícil levar adiante uma união com o PSOL porque “o que o partido deles procura é adesão, sem se dispor a debater propostas e candidaturas”.

Por Dr. Gomes

A lista dos deputados baianos sob investigação no mais recente escândalo da República.
Vale anotar que a própria Polícia Federal ressalva que a mera citação no grampo não é suficiente para atestar a culpa dos parlamentares. Seus nomes podem ter sido utilizados indevidamente pelos membros da quadrilha:

A lista, em ordem alfabética começa pelo deputado:

1) Coriolano Sales (PFL-BA); 2) Mario Negromonte (PP-BA); 3) Paulo Magalhães (PFL-BA); 4) Reginaldo Germano (PP-BA); 5) Robério Nunes (PFL-BA); 6) Severiano Alves (PDT-BA); 7) Zelinda Novaes (PFL-BA).

Com informação do Blog os Bastidores do Poder (Folha Online)

Sobre o assunto, consulte também a Veja on-line nº 1955 (só para assinantes).

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