Por Dr. Gomes



Em O Globo, hoje:

“DELFIM NETTO É ACLAMADO POR PETISTAS EM EVENTO DE CAMPANHA

Demonizado pelo PT no passado, o ex-deputado federal Delfim Netto foi aclamado na noite desta terça por uma platéia de petistas durante evento de campanha do presidente Lula no Clube de Regatas Tietê. Aplaudido ao discursar, Delfim afirmou que este é o momento “de resistir à volta da política que destruiu este país e impediu o seu desenvolvimento”.

Lula fez a defesa de Delfim, ministro da Fazenda no regime militar, que não conseguiu se reeleger deputado federal pelo PMDB na eleição deste ano. Para o presidente, Delfim recebeu apenas 38.805 votos porque foi vítima “do preconceito da elite”. “O Delfim é um dos homens mais fortes deste país. Não se elegeu deputado federal porque acharam que ele foi um traidor. Ele não foi eleito por vingança de um conjunto, de uma elite de São Paulo, porque ele defendia a nossa política”, disse. Segundo Lula, o ex-ministro foi alvo das mesmas críticas que receberam os seus aliados da esquerda.”

Por Dr. Gomes

Finalmente uma boa notícia para os Agentes Comunitários de Saúde: acaba de ser publicada a lei que regulamenta a função.

Cuida-se da LEI Nº 11.350, DE 5 DE OUTUBRO DE 2006, que regulamenta o § 5o do art. 198 da Constituição, dispõe sobre o aproveitamento de pessoal amparado pelo parágrafo único do art. 2o da Emenda Constitucional no 51, de 14 de fevereiro de 2006, e dá outras providências.

Por Dr. Gomes

Por Dr. Gomes

Do Blog do Josias de Souza – Nos bastidores do poder, hoje:

Alckmin venceu o debate com Lula por um ponto: ‘?’

O tête-à-tête deste domingo deu o tom do que será a campanha presidencial no segundo turno. Quando um quer, dois acabam brigando. E Alckmin demonstrou que quer brigar. Foi ao ringue da TV Bandeirante de luvas em punho. Saiu distribuindo “chuchutes”. Venceu a luta por um ponto. O ponto de interrogação.

Como previsto, o debate converteu-se em luta de boxe. Uma luta em que Lula entrou, na maior parte dos cinco rounds, com a cara. Beneficiado pelo sorteio, coube a Alckmin a primeira pergunta. Poderia tê-la usado para fustigar o adversário com jabs de esquerda. Mas não perdeu tempo com golpes preparatórios.

Alckmin desferiu logo um direto de direita no calcanhar-de-aquiles de Lula. “De onde veio o dinheiro sujo, R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo, para comprar dossiê fajuto”? No contragolpe, Lula tentou respirar: “Quero saber quem arquitetou esse plano maquiavélico, quero saber qual é o conteúdo do dossiê, de onde vem o dinheiro. O único ganhador nesse trambique foi a candidatura do meu adversário (…)”.

Na réplica, porém, Alckmin empurrou o adversário para o córner: “Olha nos olhos do povo brasileiro e responda: de onde veio o dinheiro”? Lula não tinha resposta: “Não sou policial, sou presidente da Republica. O governador ainda tem saudade do tempo da tortura (…).” E Alckmin, algumas perguntas depois: “A questão do dinheiro, não precisa fazer tortura para saber de onde veio o dinheiro. É só perguntar para o PT (…). É só chamar os seus amigos de 30 anos e perguntar.”

Essa primeira troca de golpes deu o tom do embate, que girou em torno da ética por duas horas e meia. A grande novidade foi o timbre de Alckmin. De chuchu aguado, o candidato converteu-se em pimenta ardida. Manteve-se no ataque durante todo o tempo.
Lula também desferiu os seus socos. Martelou perversões da era FHC e do governo de Alckmin em São Paulo –as privatizações mal explicadas, a compra de votos da reeleição, o caixa dois de Eduardo Azeredo, a paternidade tucana das sanguessugas e dos vampiros, Barjas Negri, Abel Pereira, as 69 CPIs enterradas. Mas seus ataques vieram sempre na forma de contra-golpes de um lutador acuado.

Embora relevantes, os casos que Lula mencionou, por antigos, não têm a mesma materialidade plástica da montanha de dinheiro (R$ 1,7 milhão) que ninguém sabe de onde veio. Para desassossego de Lula, nos poucos instantes em que se discutiu programa de governo, o presidente não teve nem tempo nem organização mental para expor as coisas boas que julga ter realizado em quatro anos de mandato.

Alckmin subiu ao tablado com uma missão: não deixar o adversário respirar. Para atingir o seu intento, não hesitou em apelar para os golpes baixos, como nos instantes em que trouxe os gastos com os cartões de crédito da presidência e a compra do Aerolula. Chegou mesmo a dizer, se eleito, venderá o avião presidencial para construir cinco hospitais. Como se isso fosse resolver os problemas do país.

Em certos momentos, o boxe resvalou para a briga de rua. Alckmin chamou Lula de mentiroso em três oportunidades. Numa delas, o presidente pediu direito de resposta, negado pelos organizadores do debate. Revidou chamando Alckmin de leviano.
O Lula que foi aos estúdios da Bandeirantes não fez jus ao polemista experimentado dos embates de assembléias sindicais e de disputas presidenciais anteriores. O presidente apanhou nos dois primeiros rounds. Só não foi a nocaute porque recobrou os sentidos nos dois rounds seguintes.

Embora não tenha tido desempenho capaz de anular a vantagem do rival, Lula voltou à luta. Recuperou até a capacidade de produzir ironias, como no instante em que aconselhou o candidato a retomar o figurino leguminoso: “Sem essa coisa de ficar bravo. Não faz o seu gênero. Eu te conheço e sei que não faz o seu gênero”. Ou quando chamou o vice de Alckmin, José Jorge, de rei do apagão. No quinto e último round mantiveram-se as posições.

Analisando-se o conjunto da refrega, o desempenho de Lula foi inegavelmente inferior ao de Alckmin. A pergunta é: isso muda o cenário eleitoral? Debates, por maior audiência que possam ter (o de hoje teve audiência média de 14,2 pontos), não têm o condão de virar o jogo de uma eleição. É a repercussão do confronto e os seus desdobramentos no noticiário e na campanha, que podem influir no resultado da peleja.

Dificilmente o eleitores de Lula e de Alckmin mudarão de opinião a essa altura do campeonato. Está em jogo principalmente a conquista dos indecisos. E Lula entrou na briga com uma enorme interrogação a pesar-lhe sobre os ombros: de onde veio o dinheiro? É esse o ponto de interrogação que deu vantagem a Alckmin no debate deste domingo.

Por Dr. Gomes

Noblat estava lá, na arena do duelo, veja suas impressões:


“DEBATE – Se arrependimento matasse


Lula saiu irritado, irritadíssimo do debate na Band com Alckmin.
Ele não se preparou tão bem como deveria. Achou que levaria Alckmin no bico. Ou então se preparou, mas não deu conta do recado.

Se tivesse dado um passeio em Alckmin a eleição poderia ter terminado esta noite. Como Alckmin foi melhor do que ele, a eleição continua.

Alckmin encurralou Lula muita vezes, foi mais contundente do que ele e passou inspirou mais confiança.”

Neste Momento o placar do UOL está 63,75% para Alckmin a 36,25% para Lula, com 97150 IP votantes

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