Por Luciana Virgília Amorim de Souza*

*As manifestações publicadas neste espaço não refletem, necessariamente, a opinião do Blog do Gomes e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.

O trabalho pretende fazer alusão a uma discussão sobre a cultura tecnológica, sobre a mídia e sua influência na linguagem dos indivíduos na busca por novas informações no mundo da interação midiática, e também como os teóricos da linguagem prepararam caminho para as mudanças no sentido de que os meios de comunicação em massa e tecnológico influenciando comportamento, na maneira de se comunicar, refletir, agir do homem e no uso da sua própria linguagem.

A busca por informações e o tipo de informação acessada modifica a forma de falar, no comportamento e no pensamento do homem moderno. Utilizou-se como metodologia pesquisa bibliográfica baseada em autores como Santaella, Udo, Martino, Kristeva, Filho, Gomes, dentre outros. As teorias e questionamentos nesta pesquisa têm como objetivo interagir e explicar ao longo das discussões sobre o desprestígio da língua, sendo que isto não significa deixar de usar os conceitos gramaticais, mas passar do ensino tradicional de normas gramaticais para as práticas de leitura escrita e fala.

A cultura é arte de cultivar o solo, no seu sentido mais rudimentar. Cultura faz crescer, expandir, multiplicar-se. A cultura pode ser tradição ou civilização. A cultura surgiu como algo científico no século XVIII, na Europa, referindo-se as sociedades humanas. O professor deverá emancipar-se criticamente e apropriar-se dos benefícios técnico-tecnológicas de maneira a formar alunos mais críticos, criativos e autônomos e independentes e não fazer do ensino uma mera aprendizagem, e sim um meio de serem éticos, comprometidos e dinâmicos.

Assim, busca-se dar respaldo aos professores com formação continuada como mudanças e oportunidades, oferecendo aos agentes do processo educativo equipamentos e recursos que vão além dos utilizados. É preciso focar em um currículo mais dinâmico interativo, acessível à vivência do aluno com uma educação inovadora e tecnológica criando meios pedagógicos e mudanças no ambiente escolar de forma a superar mero ensino, facilitando assim, o desenvolvimento do compromisso com a pesquisa educativa.

 A pesquisa na escola é uma forma de intervenção na construção de uma sociedade mais crítica, comprometida e democrática rumo à transformação e mudanças neste setor.A comunicação e o conhecimento, segundo Pierre Lévy estão atrelados à economia do capitalismo global que marcam padrões culturais e ditam o que é certo ou errado.A educação tecnológica prepara o aluno para pensar, criticar, planejar e não apenas para agir, reagir e executar.

É necessário desenvolver o cognitivo para a intenção e sensibilidade. É preparar o aluno para o improviso. Fazer com que o aluno aprenda a utilizar o computador para modificar e transformar o saber. Passar de um professor de quadro e giz a televisão interativa e computador com utilização das mídias eletrônicas. Utilizar novas formas de relações e recursos pedagógicos e mudar o ambiente escolar. Fazer o aluno pesquisar, interagir com a máquina e softwares, firmar-se e elaborar a própria pesquisa e projeto, desenvolvendo crítica, entusiasmo e criatividade, passando do mero aprendizado e do mero ensino.

 

Referências

BIZZOCCHI, Aldo. http://www.aldobizzocchi.com.br/artigo4.asp.Linguística e Gramática. Acesso em: 29/09/2013.

BIZZOCCHI, Aldo.    http://www.aldobizzocchi.com.br/artigo93.asp. Palavras sem Fronteiras.  Publicado em Língua Portuguesa, ano 5, n.º 58, agosto de 2010. Acesso em: 29/09/2013.

ILARI, Rodolfo. Linguística Românica. 3ªed. São Paulo: Ática, 2002.

BAGNO, Marcos. Linguística da Norma. São Paulo: Loyola, 2002.

CALVET, Louis-jean. Sociolinguística um Introdução Crítica. São Paulo: Parábola, 2002.

KRISTEVA, Julia. História da Linguagem. Portugal: Artes e Comunicação, 2007.

MAINGUENEAU, Dominique. Novas Tendências em Análise do Discurso. Campinas SP: Pontes. 1997.

MARTIM, Robert. Para Entender a Linguística. São Paulo: Parábola, 2003.

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POSENTI, Sírio. Malcomportadas Línguas. São Paulo: Parábola, 2009.

SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de Linguística Geral. São Paulo: Cultrix, 2006.

WHITNEY , W.D. A Vida da Linguagem. Petrópolis RJ, Vozes, 2010.

VIEIRA, Silvia Rodrigues; Brandão, Silvia Figueredo. Ensino de Gramática: Descrição e Uso. São Paulo: Contexto, 2007.

 

 Luciana Virgília Amorim de Souza: Professora da Rede Estadual da Bahia, Assistente social; Graduada em Serviço Social, Pedagogia, Letras Inglês, Espanhol e Português; Pós-graduada em Metodologia do Ensino de Português, Espanhol, Inglês, Linguagem; Estudos Linguísticos, Metodologia do Ensino Superior, Mídias da Educação, Gestão Escolar e Pedagógica

Por Luciana Virgília Amorim de Souza*

*As manifestações publicadas neste espaço não refletem, necessariamente, a opinião do Blog do Gomes e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.

O trabalho consiste em analisar a dispersão dos africanos na Bahia influenciando na vida cotidiana e na sua cultura revelando dados importantes para o amadurecimento dos costumes e tradições rítmicas e folclóricas da Bahia.

A riqueza de diversidade da cultura africana e a sua influência nos costumes da Bahia principalmente o ritmo diferenciado da música, as suas comidas típicas e sua religião se diferencia do restante do país, caracterizando a Bahia como um estado independente em todas as questões e preferências. O ritmo das músicas, a sua tradição folclórica, suas danças, seu modo de falar e agir e seu vocabulário peculiar faz da Bahia seu cartão postal.

Além das questões musicais e as preferências pela culinária típica da Bahia, existe também o sincretismo religioso como uma das consequências ou influências deixadas pelos africanos, fazendo deste estadouma marca registrada pela sua identidade cultural. O baiano atrela a religião ao seu dia-a-dia de forma inexorável.

A diáspora negra começou a partir do século XIX e permaneceu até o final desse século. O marco desse momento foi à vinda da família real portuguesa para o Brasil, em 1808,em que se acentuou o tráfico de escravos africanos para a Bahia. As mudanças começaram a ocorrer a partir daí, mudanças nos costumes, na cultura, no modo de viver de falar e de se vestir dessas pessoas.

O tráfico de escravos teve seus problemas, pois os africanos eram capturados de forma cruel e forçosamente, sendo transportados em navio nada confortáveis e inadequados vivendo em maus tratos, além de serem tirados grosseiramente do seu ambiente familiar.

Com o fimda extinção do tráfico de escravos africanos vieram algumas consequências como o retorno desses descendentes afro-brasileiros para África, levando todas as tradições modificadas pela cultura europeia e brasileira para a sua pátria, bem como, pode-se perceber a influência destes afro-brasileiros na cultura brasileira.

A questão da escravidão é um tema muito polêmico, pois quanto aos escravos eles exerciam todo o trabalho na colônia, trabalho doméstico, comércio ambulante e a criação de gado. A escravidão existiu porque precisava de mão-de-obra pesada nas plantações e construções dos senhores. Por que escravizar, os negros vindos da África? Alguns discutem esse assunto argumentando que os africanos tinham porte físico para isso, eles também eram mansos e dóceis, e que não iria se rebelar contra esse trabalho forçado. Isso tudo não condiz com a realidade, os africanos se rebelaram formando várias revoltas e queria sua liberdade como qualquer ser humano. Rebeliões como os quilombos foi uma forma de protesto contra a escravidão e os maus-tratos.

A escravidão contada foi uma história cruel e brutal, pois os escravos sofriam punições como ir para o tronco, lugar onde eram presos e açoitados, assim seriam chicoteados até a morte.

O objetivo principal da escravidão era a rentabilidade que esse negócio dava aos senhores, além da mão-de–obra que eles precisam em suas lavouras e terras. A escravidão foi comparada às lutas de classes por melhores condições de vida e melhores salários e pelos trabalhadores oprimidos que defendiam seus direitos como cidadão.

Com o fim da escravidão e do tráfico de escravos começou a afetar as colônias, com exceção do Brasil, pois só mais tarde que veio se extinguir o tráfico de escravos, as questões financeiras e econômicas passaram a sofrer impacto, principalmente os preços das mercadorias que começaram a aumentar juntamente com a inflação, foi um verdadeiro caos social. Porque até então tudo estava sobre o domínio do senhor de engenho. Com isso começou a se formar as rebeliões em cada canto da colônia milhões de escravos se rebelavam e fugiam das lavouras e do trabalho pesado para viver sua liberdade da melhor forma possível. Uma das mais conhecidas foi e a Revolta dos Malês na Bahia.

O Brasil tem uma diversidade cultural enorme. Há pessoas de várias origens, costumes e tradições. Todas as culturas vivendo em um lugar com diferentes gostos musicais, ritmo e culinária. E especialmente na Bahia, nasceu também uma diversidade cultural e étnica vinda de povos como africano, árabes e portugueses. Foi na Bahia que as reais características se acentuam trazendo perfis únicos e característicos com diferentes definições. O contato e a ligação com os povos africanos trouxeram modificações nas suas tradições folclóricas e religiosas que podem ser evidenciadas na Bahia.

Na Bahia, a mistura de povos e culturas diferentes trouxeram a harmonia de seus gostos, danças, roupas, ritmos absorvendo estas influências na cultura hoje. Esse novo conceito absorvido caracterizou as tradições já existentes fazendo da Bahia um estado independente do país. Em termos culturais as influências foram benéficas por um lado pela modificação no modo de pensar, agir e mostrar um mundo internacionalizado, propagando assim, uma Bahia de tradições não só africanas, mas cosmopolita.

As causasda questão da chegada dos africanos na Bahia, a influência de sua cultura na língua, nos costumes, no modo de falar, no vocabulário próprio e peculiar dos baianos bem como, as consequências da absorção desses novos conceitos,as transformações, alterações e extinção dos costumes já então existentes.

Os motivos que levaram os africanos a se enraizaram na Bahia e as alterações que a cultura baiana sofreu com o contato com a cultura africana. E a partir daí traçar um paralelo entre as duas culturas suas semelhanças, diferenças, o que aconteceu com a fusão desses costumes.

 

Referências

http://www.uesc.br/revistas/culturaeturismo/edicao2/artigo6.pdf. Acesso em 03/03/2014.

http://www.bahiaafrica.blogspot.com.br/. Acesso em: 07/04/2014.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_afro-brasileira. Acesso em 13/09/2013.